Num primeiro momento, para uma verdadeira reestruturação do Brasil, precisamos estabelecer um planejamento para a utilização racional do espaço-físico, com mapeamento topográfico de todo o território nacional. Hoje, isso é perfeitamente possível, até com uma certa facilidade, posto que dispomos de satélites, GPS, helicópteros e computadores. Logicamente, acionando o exército, a marinha, a aeronáutica e as instituições que cuidam desses setores.
Tal planejamento deverá ser para uma reestruturação a ser implantada em 50 anos, de modo que as modificaçãoes sejam feitas ao longo desses anos, à proporção que o país caminha, com a sua capacidade natural de assimilação dessa nova disposição estrutural. Poder-se-ia criar uma instituição, um conselho gerenciador, ou até mesmo um ministério somente para cuidar dessa parte.
O espaço-físico brasileiro foi sendo utilizado até agora, no decurso desses 500 anos, de maneira desordenada e, hoje, apresenta-se como uma grande casa totalmente desarrumada. As cidades não obedecem a um planejamento sensatamente organizado e, o mais das vezes, crescem com as excrescências das favelas e as imposições dos interesses econômicos e imobiliários.
Nesse planejamento, deverão ser apontados, por meio de mapeamento global e detalhamento setorial bem elaborado, as terras disponíveis para a reforma agrária, as reservas indígenas, as florestas a serem conservadas, as extensões de pastagens e agricultáveis, as áreas urbanas e industriais, os espaços que deverão ser reflorestados, a localização das artérias, ou seja, os gráficos por onde deverão passar as auto-estradas e ferrovias - corredores que estarão escoando o progresso e vitalidade da nação.
Dentro desse planejamento geral, cada estado, cada região, cada município, terá sua responsabilidade e contribuição na execução do projeto, tendo em vista os objetivos estipulados. Assim sendo, em todo o território brasileiro, de Norte a Sul de Leste a Oeste, nos 8.500.000 quilômetros quadrados, todos os cidadãos terão ciência desse desafio e nada poderá ser implantado, senão, dentro dessa disposição. Dessa forma, o país todo se trasformará em um grande canteiro de obras.
As regiões descobertas, onde houve o desmatamento contínuo, deverão ser permeadas, de quando em quando, por meio de pequenos reflorestamentos, se possível com a vegetação própria do lugar. Os terrenos áridos, ressequidos, degradados, receberão tratamentos especializados e serão recobertos com vegetação adequada. Os debruns serranos e orla marítima deteriorados serão revitalizados de maneira racional. O Brasil tem, no seu litoral, uma fonte inesgotável de riqueza natural para ser sabiamente utilizada; porém, não poderá ser depredada como está sendo no momento. As praias deverão ser situadas em pontos estratégicos e receberem infra-estrutura suficiente e também condizente com sua localidade.
As universidades, os cientistas e pesquisadores, as emprezas e fundações, as instituições de modo geral, deverão ser convocadas para a formação de parcerias, num grande mutirão nacional, ajudando no comando desse grande desafio. Os bancos deverão contribuir com financiamentos de projetos que tornem viáveis as novas estruturas, no âmbito das construções, estradas e logística da produtividade, obedecendo os parâmetros pre-estabelecidos.
O mais importante de tudo isso é estabelecer uma nova cultura, uma mentalidade nova, uma filosofia de comportamento que se instale e possa mudar a mente e o coração do cidadão brasileiro. E, por esse caminho, o Brasil conquiste melhores condições e respeito, uma nova configuração mundial, deixando de ser integrante do terceiro mundo, para assumir a posição que lhe fica bem, qual seja, a de país modelo e celeiro do mundo. Para isso, só dependemos de uma administração sadia, inteligente e corajosa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário