terça-feira, 9 de novembro de 2010

ENEM COM SUA PROVA ESTAPAFÚRDIA

Enem - essa brilhante idéia que deveria ajudar muitos estudantes, sobre tudo os mais carentes, já se apresenta manchada com a politicalha iníqua que pervade a nação inteira. No ano passado, a prova do enem foi sabotada de maneira sórdida e absurda; este ano, esperava-se um esforço concentrado, para que tudo desse certo. Todavia, a prova deste ano foi mais que uma embromação, sem explicações até agora. Com tudo isso, os culpados não são identificados, muito menos punidos e, assim, as instituições e o ensino patentemente ridicularizados. Consequentemente, ficamos alarmados quando vemos que o nosso ensino não é eficiente, e que a grande maioria dos concrudentes de cursos superiores não se acha preparada, como devería, para o exercício de sua carreira. Vemos isso, com muita clareza, na sociedade brasileira; mas, parece que essa situação tem sido encarada como um inevitável imperativo, coisa dos dias atuais. Quando será que vamos acordar desse nosso entorpecimento e insensibilidade, e vamos voltar ao que já tivemos no passado em termos de qualidade do ensino? Em 1940 a 1950, quem concluisse o curso chamado de "normal" (que correspondia, naquele tempo, a um curso médio), para ser professor do curso básico, trazia consigo uma bagagem sólida da língua portuguesa, latim, matemática, ciência, história e geografia. Era visível a capacidade  de um desses professores e impressionante a firmesa em conhecimentos de quem fazia um curso superior. O que será que aconteceu conosco? Regredimos???
Como se não bastasse os problemas do enem, temos notícias de que livros didáticos, que deveriam ser distribuidos às escolas da rede pública, foram impressos com crassos erros de português e informações imprecisas nas áreas de exatas. Tais livros se mostram inutilizáveis, não obstante tenham custado grande soma aos cofres públicos. Esses são alguns dos absurdos que ocorrem na administração atual no Brasil. E, logicamente, essas informações correm celeremente o mundo globalizado. Dessa forma, como sair da condição de terceiro mundo? Como obter uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU? Jamais estaremos entre o fulgor das estrelas, se não entendemos nem mesmo de vagalumes.

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