terça-feira, 2 de novembro de 2010

ESCRAVIDÃO, NUNCA MAIS! SERÁ?

          A lei áurea, que libertava os escravos no Brasil, foi sancionada pela princesa Isabel (quando exercia a regência do império), no dia 13 de maio de 1888. No momento em que a princesa assinava o documento, pétalas de rosa foram jogadas sobre ela, acompanhadas de fervorosos aplausos da multidão.
          O embaixador americano, presente à cerimônia, falou em nome de sua pátria e disse que o Brasil lhe causava grande admiração, porque conseguia com flores o que seu país somente conseguira com sangue!
          Foi tão bom esse exemplo brasileiro! Mas, será que estamos livres da escravidão? E o domínio das drogas que escravisam jovens, do tráfico de entorpecentes que impõe condições aos transeuntes, das quadrilhas que assaltam bancos e humilham cidadãos, dos marginais que sequestram, invadem casas, e constrangem até aos extremos pessoas inocentes? E os sequestradores que torturam em cativeiros pessoas, que nunca prejudicaram ninguém, fazendo-as traumatizadas, com estresse pós-traumático para o resto da vida? Não estamos diante de um intragável cativeiro pior até do que aquele do qual ficamos livres?
          O que dizer, também, da pobreza absoluta que deprime e marginaliza, vitimando milhões de brasileiros? E a prostituição que faz da sempre bela mulher brasileira uma mercadoria a ser vendida aos "turistas estrangeiros", desde as passarelas do samba aos moteis e protíbulos. Isso tudo, para não dizermos do trabalho quase servil que brasileiros realizam em países do primeiro mundo, porque para eles, em dado momento, a pátria deixou de ser a "mãe gentil".
          Naqueles dias de nefasta escravidão, para aqui eram trazidos infelizes africanos, os quais eram enganados com promessas fantasiosas, para depois encurralá-los nas mais desqualificadas condições. Será que não estamos repetindo essa história, quando em cada momente de eleição temos enésimas promessas e, depois, as frustrações, desilusões e a dura realidade de sempre? Será que temos vantagens, se confrontarmos o Brasil de hoje com o que tínhamos no militarismo? É fato que havia perseguição aos que se diziam comunistas, ou que assumiam posições extremadas na política; mas aonde está a segurança que tínhamos, as boas estradas não pedageadas, o crescimento da indústria nascional?
          Precisamos de um Brasil novo, reestruturado em novos parâmetros, com reformas completas das instituições, com respeito às leis da natureza, replanejamento no uso do espaço-físico, medernização das estradas, vias públicas, uso de energia limpa (solar, eólica ), atualização e adequamento da indústria; mas, sobretudo, precisamos que esta nação se revista de dignidade, por meio do respeiro e consideração à vida humana, sem distinção nem compadrismo. Analise isto!!!
         

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